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Esponjas marinhas podem auxiliar em tratamento contra o HIV.

November 22, 2016

No ano de 1969, Neil Armstrong e restante tripulação da missão espacial Apollo 
XXI chegavam à Lua, abrindo uma nova era de “dar novos mundos ao mundo”, iniciada 
500 anos antes pelos grandes navegadores ibéricos durante a época dos Descobrimentos. 
Desde então têm sido empregues grandes esforços, humanos, científicos e econômicos, 
na exploração espacial. No entanto, o meio marinho e o mundo subaquático do nosso 
próprio planeta continuam a ser misteriosos e enigmáticos para o conhecimento 
humano. O aparecimento de novas tecnologias de exploração oceânica – como por 
exemplo os submergíveis de alta profundidade - bem como as diversas abordagens a 
nível bioquímico – em áreas tão diversas como a metabolómica e a metagenética - 
permitiram o acesso a “universos” subaquáticos até então desconhecidos e abriram 
horizontes para a descoberta de novas aplicações na área biotecnológica. Os avanços 
tecnológicos e científicos no âmbito das ciências do mar têm oferecido o conhecimento 
de ecossistemas únicos, de organismos extraordinários, com adaptações notáveis e 
compostos exclusivos que demonstraram possuir uma panóplia de atividades 
biológicas e farmacológicas surpreendentes. São dignos de nota exemplos como a 
aplicação farmacológica das toxinas produzidas por caracóis marinhos – conotoxinas – 
no tratamento da dor, tendo demonstrado um poder analgésico muito superior à da 
própria morfina, constituindo uma das primeiras substâncias com origem num 
organismo marinho a ser utilizada com fins terapêuticos (Becker e  Terlau 2008). A este 
reúnem-se outros casos como a potencial aplicação das fibras de espongina existentes 
em esponjas marinhas na mineralização do osso (Kim, Mendis et al. 2009) e na própria 
osteogênese (Green, Howard et al. 2003), bem como propriedades ópticas únicas 
descobertas nas espículas siliciosas das esponjas marinhas (Kulchin, Bezverbny et al. 
2009). Estes serão apenas alguns dos exemplos mais emblemáticos no contexto da 
biotecnologia marinha. 

 

Quer se aprofundar mais? Click no link abaixo e leia o trabalho completo de Ana Isabel dos Santos Esteves - Doutoranda em Bioquímica pela Universidade de Lisboa.

 

https://www.researchgate.net/profile/Ana_Esteves/publication/233905140_Marine_Sponges_Potential_Biotechnological_Applications_in_portuguese/links/0fcfd50cb4ea178dbb000000.pdf

 

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