Esponjas marinhas podem auxiliar em tratamento contra o HIV.

No ano de 1969, Neil Armstrong e restante tripulação da missão espacial Apollo XXI chegavam à Lua, abrindo uma nova era de “dar novos mundos ao mundo”, iniciada 500 anos antes pelos grandes navegadores ibéricos durante a época dos Descobrimentos. Desde então têm sido empregues grandes esforços, humanos, científicos e econômicos, na exploração espacial. No entanto, o meio marinho e o mundo subaquático do nosso próprio planeta continuam a ser misteriosos e enigmáticos para o conhecimento humano. O aparecimento de novas tecnologias de exploração oceânica – como por exemplo os submergíveis de alta profundidade - bem como as diversas abordagens a nível bioquímico – em áreas tão diversas como a metabolómica e a metagenética - permitiram o acesso a “universos” subaquáticos até então desconhecidos e abriram horizontes para a descoberta de novas aplicações na área biotecnológica. Os avanços tecnológicos e científicos no âmbito das ciências do mar têm oferecido o conhecimento de ecossistemas únicos, de organismos extraordinários, com adaptações notáveis e compostos exclusivos que demonstraram possuir uma panóplia de atividades biológicas e farmacológicas surpreendentes. São dignos de nota exemplos como a aplicação farmacológica das toxinas produzidas por caracóis marinhos – conotoxinas – no tratamento da dor, tendo demonstrado um poder analgésico muito superior à da própria morfina, constituindo uma das primeiras substâncias com origem num organismo marinho a ser utilizada com fins terapêuticos (Becker e Terlau 2008). A este reúnem-se outros casos como a potencial aplicação das fibras de espongina existentes em esponjas marinhas na mineralização do osso (Kim, Mendis et al. 2009) e na própria osteogênese (Green, Howard et al. 2003), bem como propriedades ópticas únicas descobertas nas espículas siliciosas das esponjas marinhas (Kulchin, Bezverbny et al. 2009). Estes serão apenas alguns dos exemplos mais emblemáticos no contexto da biotecnologia marinha.


Quer se aprofundar mais? Click no link abaixo e leia o trabalho completo de Ana Isabel dos Santos Esteves - Doutoranda em Bioquímica pela Universidade de Lisboa.

https://www.researchgate.net/profile/Ana_Esteves/publication/233905140_Marine_Sponges_Potential_Biotechnological_Applications_in_portuguese/links/0fcfd50cb4ea178dbb000000.pdf

Posts Em Destaque
Posts Recentes